Eu não dou bola alguma para o período de festas do calendário gregoriano. Não gosto de viajar em feriados prolongados. Muita gente se deslocando ao mesmo tempo, preços nas alturas, vuco-vuco. Tks, but no tks.

Prefiro usar o sossego que toma conta dos grandes centros e a relativa calma nas atividades profissionais para investir o tempo livre e despreocupado em coisas que me possibilitem sair fora quando poucos podem.

A vítima da vez foi algo que fica tanto tempo na minha cara que aprendi a conviver com os seus problemas: o Plasma, o ambiente de desktop (DE) do KDE.

O Plasma é legal, bonito, customizável e tals. Cheguei até a fazer um tema personalizado e bastante completo para ele, o ColdHex. Mas essa beleza e flexibilidade, no caso do Plasma, tem um preço. E ele é alto, veja:

  • Boot a frio: 33s
  • Memória usada ao fim do boot: 1,38GB
  • Máquina: Intel Core i3 2365M 1,4GHz, HD Graphics 3000, 10GB RAM 1333MHz, SSD em SATA III

A máquina é modesta, bem modesta, e é assim que eu gosto. Fazer muito com pouco é elegante. Fazer muito com muito é apenas brutal, mais do mesmo. Fazer pouco com pouco, muito ou com qualquer coisa entre os dois é só burrice mesmo.

Eu já vinha procurando uma alternativa ao KDE. Parece que a coisa está degringolando por lá. Não quero ser pego de surpresa.

Aí eu vejo isso:

É ou não é totalmente awesome?!?

Foto: awesome.naquadah.org

Eu gosto dos demais produtos KDE. O Frameworks e o Applications funcionam muito bem. Seria possível juntar o pedaço que eu gosto do KDE com o awesome?

Aqui é 'sóftiuare livre', mano! É nóis!

Não vou entrar em detalhes de como cheguei nisso aqui porque já faço isso em outro lugar (DRY), mas o fato é que dessa junção, muita leitura sobre Lua e sobre as APIs do awesome e uma semana de dedicação, tirei o Plasma da frente e um novo ambiente surgiu: KDEsome.

KDEsome em ação.

O awesome é incrível em muitos aspectos. Os que mais impressionam são sua velocidade e leveza.

A sensação de agilidade em todas as atividades é tão fluída que eu me vi obrigado a inserir um artifício para reduzir essa impressão ao menos um pouco, devido a minha falta de costume com coisas acontecendo tão rápido. Depois que o hábito chegar, eu posso remover o elemento 'slow down'.

Quanto aos recursos, veja como ficou:

  • Boot a frio: 23,57s (28,57% mais rápido)
  • Memória usada ao fim do boot: 523MB (62,10% menos)
  • Máquina: a mesma lá de cima

Do ponto de vista de usabilidade, eu ainda estou pegando o jeitão do awesome. Como ele tem atalho pra tudo nessa vida, a velocidade para se desempenhar as tarefas corriqueiras também aumenta no mesmo passo que a dependência do mouse diminui. E com uma vantagem: ele te empurra para os atalhos, mas numa boa, sem forçar.

Como em todo aprendizado, há erros, claro. Por exemplo: esse é o segundo artigo que escrevo sobre esse tema. O primeiro foi falar com o /dev/null. Eu confundi as janelas, fechei a do editor de texto e cliquei no não que impedia salvar. Trouxisse minha, mas acontece.

Como de costume, as coisas que eu faço para mim são feitas de modo que possam ser facilmente compartilhadas e utilizadas por qualquer um. O KDEsome tem o seu próprio repositório git. É só seguir os passos de instalação que estão lá e você pode sair triando onde de awesome em dois palitos. E mesmo que você não goste do KDEsome, experimente o awesome. Tema tem um monte por aí.

Se você tiver saco e quiser saber um pouco mais sobre minhas motivações para esse movimento e como ele começou, também está escrito no repositório.