A EFF (Eletronic Frontier Foundation), em parceria com o InternetLab, tornou público hoje o relatório 'Vigilância das Comunicações Pelo Estado Brasileiro e a Proteção a Direitos Fundamentais'. Trata-se de um panorama bastante amplo e devastador para os direitos individuais no Brasil.

A Agência Pública divulgou um ótimo texto sobre a disponibilidade do novo relatório. Com direito a 'tradução' de alguns dados para nós, humanos ordinários, a reportagem da Pública também entrevistou a diretora de direitos internacionais do EFF, Katitza Rodriguez. Eis o tom do estágio atual da ausência de privacidade no qual nos vemos inseridos, em uma frase:

Vivemos em uma cultura de segredo muito severa, e é em todo o continente. A ponto de nenhum país, exceto o México, empregar políticas para que as companhias de telecomunicação publiquem relatórios de transparência explicando quais solicitações [de acesso a dados] estão recebendo.
Katitza Rodriguez, advogada, EFF.

Em tempo...

De modo completamente casual, tomei conhecimento nesse final de semana do documentário Freenet, com direção e roteiro de Pedro Ekman. A obra, que aborda temas como a privacidade e a liberdade na rede, traz entrevistas de figuras como Glenn Greenwald, jornalista que esteve ao lado de Edward Snowden quando da divulgação de arquivos da NSA. Em suas palavras:

Existe a possibilidade de a internet se tornar a pior e mais extrema forma de opressão e controle. Glenn Greenwald, jornalista.

Não vi mas verei essa semana, ainda mais que a produtora (Molotov Filmes) publicou uma cópia online com a íntegra do filme.

Atualização em 12/10/2016:
Assisti Freenet. Essencial aos conhecedores e, principalmente, não conhecedores do tema!